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Imagens da manifestação dos cegonheiros e do incêndio das carretas podem identificar criminosos

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Guerra das Cegonhas
Imagens da manifestação dos cegonheiros e do incêndio das carretas podem identificar criminosos
A polícia está ouvindo testemunhas em outros estados para conseguir novas informações que poderão elucidar dois crimes.
Por: Paulo César Dutra ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )
Vitória –ES - O delegado titular da Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio do Estado do Espírito Santo, Tarcísio Otoni revelou que a polícia capixaba está analisando as imagens de uma manifestação de "cegonheiros autônomos", ocorrida em 22 de setembro de 2011, no município de Cariacica, 30 dias antes do incêndio de nove carretas- cegonhas no pátio da empresa Transportadora Transival. Elas poderão ajudar a polícia a identificar os incendiários e indicar uma pista para a Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Serra desvendar a execução do presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Veículos - Sintraveic, Ivan Demarch Tavella.
Os dois crimes aconteceram nos municípios de Cariacica e Serra, ambos na região da Grande Vitória, que concentram a maioria das empresas de transportes de veículos no Estado. De acordo com informações da polícia, a guerra do transporte de carros é entre a empresa paulista Brazul Logística e Transportes, sindicatos e rodoviários. Os casos já foram denunciados e estão sob investigações policiais. Os “cegonheiros autônomos” reclamavam, na ocasião, que a empresa paulista desde quando passou a fazer o transporte dos veículos aqui no Estado eles não conseguiram mais trabalho.
Por outro lado, os motoristas das carretas da Brazul e Transival, denunciavam que estavam sendo ameaçados de morte, perseguidos em rodovias e impedidos de trabalhar.
Manifestação
E a “guerra” começou em 22.09.2011, com uma manifestação de "cegonheiros autônomos", que interditou completamente a pista no quilômetro 279, da Rodovia do Contorno da BR-101,em Cariacica. Na mesma rodovia, no Km 283, ainda em Cariacica, outra confusão da “guerra” teve de ser contida pela Polícia Militar.
Naquele dia, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal-PRF, uma carreta-cegonha, de uma das empresas, foi interceptada com violência pelos manifestantes, no Km 279, e o motorista foi obrigado a descer do veículo. A cegonha foi, então, colocada atravessada na pista, bloqueando o fluxo de veículos. Além disso, os manifestantes atearam fogo na vegetação do local.
Já no Km 283, a confusão foi maior, de acordo com a PRF, e a Polícia Militar precisou intervir para conter os manifestantes. Segundo a PM, durante a confusão um “cegonheiro” e um sindicalista se agrediram e foram encaminhados para a Delegacia de Polícia de Itacibá, em Cariacica. Os dois foram ouvidos e, em seguida, liberados.
Os manifestantes, os “cegonheiros-autônomos”, reclamavam que estavam sem trabalho desde quando aquela empresa paulista passou a fazer o transporte dos veículos no Estado e, segundo eles, teria os tirado de seus postos de trabalho. Na ocasião, de acordo com o Sindicato dos Transportadores de Veículos do Estado (Sintraveic), 75 profissionais autônomos haviam sido prejudicados após a chegada da empresa.
Já os funcionários da transportadora alegavam que estavam sendo ameaçados de morte, perseguidos em rodovias e impedidos de trabalhar. Por conta desse problema, naquele dia, 80 veículos que faziam o transporte de carros importados estavam parados no Espírito Santo.
Incêndio das carretas
Quando tudo parecia em paz, quase 30 dias após a manifestação dos “cegonheiros-autônomos”, na madrugada do dia 21 de outubro de 2011, nove carretas-cegonha foram incendiadas, em frente ao pátio da Transportadora Transilva, na Rodovia do Contorno, em Cariacica. Todas pertenciam à Transilva e duas delas nunca haviam sido utilizadas. Para a empresa restou um prejuízo de, pelo menos, R$ 7 milhões, pois as carretadas não estavam seguradas.
Funcionários contaram que duas pessoas passaram a pé pelo local e teriam lançado três bombas de fabricação caseira em direção às carretas. Câmeras de um posto de gasolina que fica em frente à empresa filmaram o incêndio. As imagens foram entregues a polícia. Os dois suspeitos fugiram também a pé em direção à Serra e não foram localizados.
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Segunda matéria
Precatórios
Polícia ouve quatro estados testemunhas do incêndio das nove carretas
Vitória –ES - O delegado titular da Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio do Estado do Espírito Santo, Tarcísio Otoni revelou que assumiu recentemente o inquérito que apura o incêndio de nove carretas-cegonha e que aguarda respostas dos delegados de quatro estados brasileiros, que foram acionados via carta precatórias, para ouvir testemunhas do caso. Segundo Tarcísio, os pedidos foram enviados em julho e a polícia daqueles estados têm até seis meses para cumprir. “Caso não atendam em tempo, terei que renovar o prazo em mais seis meses”, disse o delegado capixaba.
Segundo ele, uma das novidades na investigação, são as imagens de uma manifestação de "cegonheiros autônomos", ocorrida em 22 de setembro de 2011, no município de Cariacica, 30 dias antes do incêndio de nove carretas- cegonhas no pátio da empresa Transportadora Transival. Elas poderão ajudar a polícia a identificar os incendiários, permitindo assim a conclusão do inquérito, para ser enviado para a Justiça, com o indiciamento dos acusados.
Precatórios
Com perguntas para saber onde as testemunhas estavam no dia do incêndio das carretas, se presenciaram o crime e se poderiam identificar algum suspeito, as cartas precatórias foram enviadas pela polícia capixaba para os estados do Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e São Paulo.
De acordo com as cartas vão ser ouvidos no Rio Grande do Sul, Carlos Roberto Porto, em Gravataí e Juarez Morais, em São Leopoldo; em Goiás, André Luiz Weigartner e Leomar Espaniol, em Anapólis; na Bahia, Pedro Júnior, em Salvador e em São Paulo, Paulo Odair da Silva e Elisio Rodrigues da Silva, em São Bernardo do Campos.
Entre eles estão sócios e diretores das empresas Brazul, Sada, Transcar, WEE Transportes de Cargas, Juarez Morais e Cia Ltda, Cabarro Transportes, Leomax Transportes Ltda e TEGMA, além dos presidentes e diretores das entidades Sindican, Sindirodoviários e Sintraveic.
Histórico
As nove carretas- cegonhas foram incendiadas, em frente ao pátio da Transportadora Transilva, na Rodovia do Contorno, em Cariacica, por volta de 1 hora da madrugada do dia 21 de outubro de 2011. Todas pertenciam à Transilva e duas delas nunca haviam sido utilizadas. Para a empresa restou um prejuízo de, pelo menos, R$ 7 milhões, pois elas não estavam seguradas.
Funcionários contaram que duas pessoas passaram a pé pelo local e teriam lançado três bombas de fabricação caseira em direção às carretas. Câmeras de um posto de gasolina que fica em frente à empresa filmaram o incêndio. As imagens foram entregues a polícia. Os dois suspeitos fugiram também a pé em direção à Serra e não foram localizados.
O diretor da empresa Brazul, Paulo Odair da Silva, acusou os líderes dos Sindicatos dos Transportadores de Veículos do Estado (Sintraveic) e dos Trabalhadores em Transportes Rodoviário do Estado (Sindirodoviários) dos ataques que os trabalhadores e a empresa estavam sofrendo. Na ocasião, Paulo Odair declarou ao jornal A Gazeta, de Vitória-ES, que "hoje declaradamente quem está provocando essas situações são o Sindirodoviários e Sintraveic. O motivo, acredito, seria a forma de proteger a antiga empresa que realizava esse tipo de serviço", acusou Paulo.
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Terceira Matéria
Execução
Juíza requer inquérito por estranhar demora na conclusão das apurações
A justiça entendeu que por ser um caso de grande repercussão já era para estar concluído. O caso foi enviado para o Ministério Público.
Vitória –ES – A juíza Gisele Souza de Oliveira, da 3ª Vara Criminal do Júri da Serra, requereu junto a Delegacia de Crimes Contra a Vida da Serra para que enviasse à Justiça o inquérito que apura o assassinato do presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Veículos - Sintraveic, Ivan Demarch Tavella. O motivo, segundo a juíza, é a demora da polícia em concluir de um inquérito de grande repercussão. “Solicitei o inquérito e já o enviei para o Ministério Público para saber se existem provas suficientes para ser conclusão”, disse a juíza.
O promotor do Ministério Público já está analisando o inquérito e poderá se manifestar a respeito na próxima semana.
Assassinato
O presidente do Sintraveic, Ivan Demarch Tavella, foi assassinado na manhã do dia 21 de novembro de 2011, no bairro de Manoel Plaza, na Serra, município da Grande Vitória, no Espírito Santo. O então delegado titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) da Serra, Josafá da Silva, declarou para o site Anticartel, que “é um crime muito complexo, que envolveu muita gente poderosa e meu objetivo é pegar quem mandou executar Ivan Tavella. É uma briga de cachorro grande e está mais de que claro que foi crime de mando”. A suspeita é de que o crime tenha ligação com uma disputa pela prestação do serviço de transportes de carros no Espírito Santo.

Mais de 50 pessoas já foram interrogadas neste processo, que agora se encontra com a juíza Gisele Souza de Oliveira, da 3ª Vara Criminal do Júri da Serra. O delegado Marcus Vinicius é quem preside atualmente o caso, mas se encontra no Mato Grosso a serviço da polícia. O delegado adjunto Alexandre Del’Santo Falcão foi quem enviou o inquérito para a Justiça da Serra, no dia 29 de outubro último.




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